M. Carmen Aznar

  • Escritora

Nasci numa noite de tempestade, quando acabava o mês de maio e a década de 1970. Cresci com livros nas mãos e poesia nos bolsos. Escutava poemas, lia poemas e, muito cedo, comecei a inventá-los.

Gostava de visitar os meus avós, que viviam numa casa térrea com jardim. Desde então, tenho o costume de me meter em jardins dos quais, às vezes, se torna difícil sair. Também gosto de convidar para lanchar todos os personagens fantásticos que rondam na minha cabeça. Diante de um chá quentinho, passamos a tarde a escrever histórias.

(biografia de O JARDIM QUE HABITAS)

 

Gosto da minha casa e gosto de estar em casa, sentir que é o meu lar.
Posso fazer tantas coisas dentro de casa! Posso tomar um chá quente a olhar pela janela; posso dormir uma sesta preguiçosa tapada com a minha manta aos quadrados; posso fazer bolo de cenoura; ler histórias incríveis ou escrever contos e poemas. Também posso pôr música e dançar até ficar toda despenteada.

Quando fico sem ideias, dou um passeio… Vejo o que há de novo, ou de velho, na cozinha, no corredor ou no quarto. Encontro sempre alguma aventura na qual mergulhar.

Reconheço que também gosto de abrir a porta e sair para a rua. Caminhar pelo parque, comprar pão, conversar com os meus amigos, ir ao teatro… Depois, vem o melhor: regressar e sentir-me, de novo, em casa.

(biografia de EM CASA)

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