Josep L. Badal

  • Escritor

Nasci em Ripollet del Vallès, perto de Barcelona, no outono de 1966. Ser uma criança introvertida não ajudava lá muito, e, no entanto, fui extraordinariamente sortudo: vivia no campo e sempre me senti muito próximo dos animais e das plantas, da terra e da água. Tive uma avó queridíssima, Maria, que não parava de falar do mundo e das suas histórias. A minha mãe com os seus filmes; o meu pai amante da natureza, da música e da literatura; o meu irmão, da brincadeira, e o meu cão Blodo, um companheiro de luz. São dádivas como pássaros.

Fascinam-me as palavras na poesia. Não têm nada que ver com a linguagem do dia a dia. São animais vivos. São palavras que fazem coisas. Como as que dizem os pássaros, as árvores e as baleias. Ou as crianças, quando ainda não sabem que existem. Apaixona-me o facto de, enquanto escrevemos, tal como enquanto lemos, já não termos nome. Sermos um bosque.

A vida tem sido generosa. Quando a olhamos com bons olhos, é sempre generosa. Tão bondosa, tão áspera, tão rica, tão humilde. Tão «entretanto, noutro lugar». Obrigado.

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